Agenda Internacional

Agenda Internacional 2018-04-09T11:47:54+00:00

A Comissão Europeia acaba de lançar a estratégia europeia de sustainable finance.

SUSTAINABLE FINANCE NA UNIÃO EUROPEIA

O Plano de Ação para as Finanças Sustentáveis (action plan on sustainable finance) foi adotado pela UE em março de 2018. Define uma estratégia abrangente que utiliza o sistema financeiro para apoiar a agenda da UE para o desenvolvimento sustentável. Inclui entre as principais ações:

  • Estabelecer uma linguagem comum para o financiamento sustentável, ou seja, unificar o sistema de classificação da UE — taxonomia — a fim de definir o que é sustentável e identificar as áreas onde o investimento sustentável pode ter o maior impacto;
  • Criar rótulos europeus para os produtos financeiros verdes, com base no sistema de classificação da EU, conferindo maior facilidade aos investidores na identificação de produtos que cumprem os critérios ecológicos ou de baixo carbono;
  • Clarificar a obrigação de os gestores de ativos e os investidores institucionais terem em conta a sustentabilidade no processo de investimento e de reforçarem os requisitos de divulgação;
  • Reforçar a transparência na comunicação de informações não financeiras pelas empresas.

Em 2016, a UE criou o “High-Level Expert Group on Sustainable Finance”.

Este grupo de peritos tem como objetivo fazer recomendações à Comissão Europeia que estarão na base de uma estratégia europeia de sustainable finance.

As 8 pré-recomendações publicadas no relatório intermédio em Julho 2017, são:

  • 1. Criar sistema que classifique os produtos financeiros face ao seu desempenho na sustentabilidade
  • 2. Criar Standard Europeu para as obrigações verdes, ativos verdes e fundos responsáveis
  • 3. Implementar princípios únicos relacionados com o dever fiduciário
  • 4. Reforçar a disponibilização de informação não-financeira e material para a empresa
  • 5. Incluir a sustentabilidade em toda a legislação e regulamentação europeia do setor financeiro
  • 6. Criar a organização “Infraestruturas Sustentáveis Europeias”
  • 7. Incorporar os temas da sustentabilidade nas agências europeias de supervisão
  • 8. Publicar um guia sobre o potencial financeiro dos investimentos em eficiência energética

Relatório Intermédio

Relatório Final

Veja a composição do High Level Expert Group aqui.
Veja os trabalhos que o Group vai realizando aqui.

TASK FORCE ON CLIMATE-RELATED FINANCIAL DISCLOSURES

O Financial Stability Board é uma organização internacional que emite recomendações ao G20 em prol da estabilidade dos mercados financeiros. Considera as alterações climáticas um risco sistémico para o sistema financeiro.

Tendo o Presidente do Banco de Inglaterra reconhecido que as alterações climáticas constituem um risco sistémico para o mercado financeiro, então o Financial Stability Board criou a “Task Force on Climate-related Financial Disclosures” para desenvolver recomendações ao G20 sobre como se pode minimizar esse risco sistémico.

A task force produziu um guia de recomendações sobre a informação que os gestores de fundos, bancos e empresas devem reportar relativamente aos riscos que as alterações climáticas podem trazer ao seu negócio.  Atualmente o Guia é voluntário. No entanto é possível que algumas destas recomendações possam vir a ser incluídas na próxima revisão da Diretiva de Informação Não Financeira ou noutros referenciais do setor financeiro.

Task Force on Climate-related
www.fsb-tcfd.org/

The Tragedy of the Horizons

Climate change is the tragedy of the horizon. We don’t need an army of actuaries to tell us that the catastrophic impacts of climate change will be felt beyond the traditional horizons of most actors – imposing a cost on future generations that the current generation has no direct incentive to fix.  …The horizon for monetary policy extends out to two to three years. For financial stability it is a bit longer, but typically only to the outer boundaries of the credit cycle – about a decade. In other words, once climate change becomes a defining issue for financial stability, it may already be too late.”

Mark Carney, Presidente do Banco de Inglaterra

DEVER FIDUCIÁRIO

Al Gore aposta na importância do dever fiduciário no Século 21.

Fiduciary Duty in the 21st Century

Fiduciary Duty in the 21st Century
www.fiduciaryduty21.org

O Dever Fiduciário é o dever que ocorre quando uma entidade ou pessoa é confiada para gerir dinheiro ou propriedade no melhor interesse de um terceiro.

Neste contexto, colocam-se hoje várias perguntas:

  • Qual é o dever fiduciário do Conselho De Administração de empresas e dos bancos?
  • Agir no melhor interesse de quem nos confia o dinheiro. Em que espaço temporal? Curto, médio ou longo prazo.

  • Não incluir os drivers ambiental, social e de governance nos investimentos, será um incumprimento do dever fiduciário?

  • Com incorporar estes temas nos códigos de governo nacionais? Nos códigos comerciais?

  • Ir ao encontro dos Objetivos para o Desenvolvimento Sustentável (ODS) implica uma nova definição do dever fiduciário dos Administradores das empresas e CEOs?

É essencial este tema ser estudado e discutido também em Portugal.

O Acordo de Paris e os Objetivos para o Desenvolvimento Sustentável precisam de ser financiados com projetos rentáveis e inovadores. A economia verde e economia circular apresentação como potenciais soluções ao novo modelo económico e empresarial.

ODS
Para conhecer como as empresas portuguesas estão a trabalhar os ODS consulte www.ods.pt

OBJETIVOS DO DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL (ODS)

Os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) constituem a Agenda mundial para 2030. Subscrita pela quase totalidade dos países do mundo, no contexto das Nações Unidas, definem as prioridades e aspirações do desenvolvimento sustentável global para 2030 e procuram mobilizar esforços globais à volta de um conjunto de objetivos e metas comuns. São 17 ODS, em áreas que afetam a qualidade de vida de todos os cidadãos do mundo e daqueles que ainda estão para vir.

“Because without the private sector we will not have the necessary innovation, we will not have the necessary capacity to discover new markets, new products, new services and to be able to develop new areas in the economy. Without the private sector, we will not create enough jobs, we will not bring enough dynamism and stability to the societies that need to be enhanced with the implementation of the Sustainable Development Goals.”

António Guterres, Secretário-Geral das Nações Unidas
Davos, Switzerland, 19 January 2016